A Casa de Vidro
- Angela Ponsi
- 20 de mai.
- 2 min de leitura
Atualizado: 9 de jun.
Era branca, ampla, delicadamente desenhada por linhas precisas e generosas. A casa não era apenas uma construção — era o reflexo exato de tudo o que ela havia se tornado. Erguida com intenção e beleza, pairava silenciosa entre as árvores como um segredo bem guardado.

As esquadrias de vidro, do piso ao teto, revelavam o mundo lá fora e também tudo o que havia dentro: livros espalhados, uma poltrona com manta azul, quadros com palavras escritas à mão. Era impossível mentir ali. Não havia cortinas nem esconderijos.
Alguém, talvez uma voz antiga, perguntou:
— Não tem medo de viver tão exposta assim?
Ela sorriu. Sabia que não havia ameaça. A natureza a protegia com seus braços verdes e o silêncio da distância. Aquela casa era seu projeto, sua morada, sua coragem. E quem vive em paz com o que constrói não precisa de muros.
Angela Ponsi, a Mulher que Sonha
Texto baseado neste sonho:
Eu visitava uma casa modernista. Era a minha casa. Meu projeto arquitetônico. Era branca e elegante. As esquadrias eram de vidro e iam do piso ao teto. A vista era linda, muitas árvores. Alguém perguntou se eu não tinha medo de morar ali, pois não parecia seguro. Não havia motivo para temer, a casa era distante do perigo e escondida atrás da vegetação.
🌙 Sobre este conto onírico
Este conto nasceu de um sonho real vivido por Angela Ponsi – artista visual, designer, editora e escritora de travessias interiores. Cada narrativa desta série onírica é uma tradução poética do inconsciente, que se manifesta em imagens simbólicas, cenas enigmáticas e emoções profundas. Aqui, o sonho vira metáfora, a metáfora vira palavra, e a palavra se transforma em caminho.
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