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Banho no templo da mãe

Atualizado: 9 de jun.



Banheiro iluminado com perfumes, cremes e memórias, com água escorrendo da torneira e luz suave.

No banheiro da minha mãe,

onde o azulejo guarda histórias,

entrei nua, inteira, cansada.


A cortina do box entreaberta

deixava passar a luz do mundo

e talvez, também, a minha.


A água me lavava com carinho,

como se fosse sua filha também.

Sabonetes, cremes, perfumes esquecidos,

testemunhas do que sou e do que fui.


Me olhavam da prateleira como guardiões.

E eu, em paz, deixava que me vissem.

Porque não há vergonha onde há verdade,

nem pudor onde há beleza plena.


Naquele banho, renasci.

E compreendi que minha alma brilha,

não apesar de estar exposta —

mas justamente por isso.


Angela Ponsi, a Mulher que Sonha


Este texto nasceu de um sonho em que me banhava no banheiro da minha mãe — um espaço íntimo, simbólico, onde o corpo e a alma podiam se mostrar.

Entre memórias, silêncio e luz, surgiu um poema sobre autoestima, conexão e verdade interior.

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