Banho no templo da mãe
- Angela Ponsi
- 20 de mai.
- 1 min de leitura
Atualizado: 9 de jun.

No banheiro da minha mãe,
onde o azulejo guarda histórias,
entrei nua, inteira, cansada.
A cortina do box entreaberta
deixava passar a luz do mundo
e talvez, também, a minha.
A água me lavava com carinho,
como se fosse sua filha também.
Sabonetes, cremes, perfumes esquecidos,
testemunhas do que sou e do que fui.
Me olhavam da prateleira como guardiões.
E eu, em paz, deixava que me vissem.
Porque não há vergonha onde há verdade,
nem pudor onde há beleza plena.
Naquele banho, renasci.
E compreendi que minha alma brilha,
não apesar de estar exposta —
mas justamente por isso.
Angela Ponsi, a Mulher que Sonha
Este texto nasceu de um sonho em que me banhava no banheiro da minha mãe — um espaço íntimo, simbólico, onde o corpo e a alma podiam se mostrar.
Entre memórias, silêncio e luz, surgiu um poema sobre autoestima, conexão e verdade interior.





Comentários