A casa em que ainda moro
- Angela Ponsi
- 20 de mai.
- 2 min de leitura
Atualizado: 9 de jun.

Algumas casas vivem dentro de nós, mesmo quando não moramos mais nelas. Este conto é inspirado em um sonho que me levou de volta à casa da infância — não como uma visita, mas como uma redescoberta de quem sou. Um texto sobre tempo, pertencimento e o espaço íntimo onde habitam nossas muitas versões.
Voltei à casa da infância, mas não era uma visita. Era como se nunca tivesse saído. A varanda estava intacta, as árvores no quintal dançavam ao vento e, ao fundo, ouvia-se o som dos pratos na cozinha.
Entrei. Era eu, mas era a criança que fui, olhando para os móveis, para o corredor longo, para a luz filtrada pelas cortinas de renda. O tempo ali não passava. A casa existia como um útero — um abrigo do qual nunca me desprendi.
No espelho da sala, vi meu reflexo crescer e encolher. Era mulher e menina. Era todas as minhas idades.
A casa sussurrava:
Você nunca partiu. Ainda mora aqui, nos sonhos, nos gestos, no silêncio entre um pensamento e outro.
E então, aceitei. Há casas que não são feitas de paredes, mas de memórias. E algumas, nunca desmoronam.
Angela Ponsi, a Mulher que Sonha
🌿✨ Toda história nasce de uma experiência, um sonho ou um instante de silêncio.Este conto nasceu de um sonho da autora Angela Ponsi — e se transformou em literatura com o selo da Editora Conto.
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