As ondas que me chamam
- Angela Ponsi
- 11 de mai.
- 1 min de leitura
Atualizado: 27 de out.
Era um mar imenso, um oceano em fúria e beleza. As ondas, colossais e profundas, vinham como presságios — cada uma maior que a outra, cada uma contribuição de um mistério que não se podia conter.

Eu as observava da areia com uma mistura de fascínio e terror. As mulheres ao meu redor gritavam, corriam, fugiam. Mas eu não. Eu senti que havia algo ali para mim. Algo que não queria destruir, mas revelar.
Quando veio a maior onda, altíssima, translúcida, azul escuro como o céu da noite, ela não me tragou. Ela me atravessou. E naquele instante, fui água, fui medo vencido, fui parte da força que me ameaçava.
Depois, o mar se acalmou. Eu permaneci.
E compreendi: o que parecia me destruir, na verdade, queria me transformar.
Angela Ponsi, a Mulher que Sonha
Este conto nasceu de um sonho marcante, em ondas que gigantes representavam forças que, à primeira vista, deixavam de ser ameaçadoras. Mas havia uma mensagem mais profunda: essas forças não vêm para nos destruir, e sim para nos atravessar e nos despertar.
Um conto lírico sobre coragem, entrega e transformação.





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