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As ondas que me chamam

Atualizado: 27 de out.

Era um mar imenso, um oceano em fúria e beleza. As ondas, colossais e profundas, vinham como presságios — cada uma maior que a outra, cada uma contribuição de um mistério que não se podia conter.

Ilustração de uma mulher flutuando serenamente no mar escuro com vestido branco.

Eu as observava da areia com uma mistura de fascínio e terror. As mulheres ao meu redor gritavam, corriam, fugiam. Mas eu não. Eu senti que havia algo ali para mim. Algo que não queria destruir, mas revelar.


Quando veio a maior onda, altíssima, translúcida, azul escuro como o céu da noite, ela não me tragou. Ela me atravessou. E naquele instante, fui água, fui medo vencido, fui parte da força que me ameaçava.


Depois, o mar se acalmou. Eu permaneci.


E compreendi: o que parecia me destruir, na verdade, queria me transformar.


Angela Ponsi, a Mulher que Sonha


Este conto nasceu de um sonho marcante, em ondas que gigantes representavam forças que, à primeira vista, deixavam de ser ameaçadoras. Mas havia uma mensagem mais profunda: essas forças não vêm para nos destruir, e sim para nos atravessar e nos despertar.

Um conto lírico sobre coragem, entrega e transformação.

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