Por uma Escrita Que Cura o Invisível
- Angela Ponsi
- 20 de mai.
- 1 min de leitura
Atualizado: 30 de jul.

Escrevo porque sonhei.
Sonhei porque não aguentava mais viver no automático.
E, ao sonhar, descobri: a alma quer falar. E fala.
Aos que acham que escrever é vaidade: saibam que é sobrevivência.
Aos que duvidam dos sonhos: saibam que são códigos.
Aos que temem se ouvir: saibam que o silêncio adoece.
Este é um manifesto por uma escrita que toca o que não tem nome.
Por uma escrita que atravessa o peito e volta com respostas que a boca não daria.
Escrevemos porque há algo em nós pedindo passagem.
Escrevemos porque sabemos que, quando uma história é contada com verdade,
ela cura quem escreve — e quem escuta.
Sonhar é um gesto político.
Escrever é um ato de alquimia.
E quando isso se junta à coragem de se mostrar,
acontece o milagre:
o invisível ganha forma.
E o coletivo se transforma.





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