A Lenda de Ariadne: aquela que entrou no labirinto
- Angela Ponsi
- 25 de mai.
- 2 min de leitura
(por mim, que carrego nas mãos o fio do tempo)

Dizem os antigos que foi Teseu quem derrotou o Minotauro.
Mas isso é o que contam os que temem a força de uma mulher desperta.
A verdadeira história é outra.
E agora eu a conto, como quem acende uma fogueira no escuro da memória.
Ariadne, filha da Terra e do Mistério, não se contentou em assistir da borda.
Ao ver o homem perdido em seu próprio orgulho, entregou-lhe um fio dourado — e ela mesma desceu ao labirinto.
Lá dentro, o silêncio era denso como pedra. O ar, cheio de vozes não ditas.
E o Minotauro, criatura feita de medos e prisões, avançou sobre ela.
Mas Ariadne não recuou. Ela não fugiu. Ela lutou.
Com sua força, coragem e fúria sagrada, derrubou o monstro que devorava sonhos, e libertou a si mesma e a todos os que antes foram sacrificados.
Quando Teseu a encontrou coberta de sangue e luz, não a reconheceu.
Não podia. Como aceitar que uma mulher tivesse vencido o que ele temia enfrentar?
Assustado, tentou fugir.
Mas ela o olhou firme, com olhos de tempestade, e disse:
"Vai. Não preciso de quem teme a inteireza de uma mulher."
Assim, Ariadne partiu sozinha para a ilha de Naxos.
Ali, fez morada entre árvores selvagens, águas sagradas, ventos que sussurravam antigos saberes.
Tornou-se guardiã da ilha, protetora dos seres livres, soberana do seu corpo e do seu destino.
Dionísio, o deus do prazer e do êxtase, a viu e se encantou.
Tentou seduzi-la com vinho e promessas.
Mas Ariadne, já inteira, já deusa, olhou para ele com doçura e firmeza, e disse:
"Não serei sombra.
Ou dançamos juntos em liberdade, ou dançarei sozinha com as estrelas."
E assim ela dançou.
E dança até hoje, em cada mulher que ousa entrar no próprio labirinto.
Em cada uma que enfrenta a besta e volta para si.
Ariadne vive — em mim, em ti, em nós.
Com coragem e palavra,
Angela D'Ornelas Ponsi
Artista visual, arquiteta de sonhos, mentora de escritoras e fundadora da Editora Conto.
Acredito no poder das histórias que nascem do íntimo, do corpo e da alma.
🌿 Reflexão final
A lenda de Ariadne nos lembra que existe um fio dourado dentro de cada uma de nós. Mas ele só se revela quando ousamos entrar no nosso próprio labirinto — enfrentar o medo, romper os silêncios, escrever a verdade com as próprias mãos.
Você não precisa de heróis. Você é a sua própria voz. E a sua história merece ser contada, publicada, celebrada.
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Seu livro pode ser o fio que outras mulheres estão esperando para encontrar a saída do labirinto.





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