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Entrelaçamentos Invisíveis: uma reflexão sobre o ser, o sentir e o saber

Atualizado: 24 de mai

Vivemos numa era em que a física já não se contenta com o concreto.

Onde a ciência, cada vez mais, se curva diante do mistério.

mulher conectada ao universo por fios de luz e saberes flutuantes, em uma floresta de silêncio e contemplação

E onde a filosofia encontra na arte e na espiritualidade novas chaves para dizer o indizível.


Quando falamos de emaranhamento quântico, não estamos apenas falando de partículas subatômicas.

Estamos falando de um princípio de conexão profunda: aquilo que está entre as coisas, e não nas coisas.


Duas partículas entrelaçadas permanecem conectadas, a despeito da distância entre elas.

Elas se reconhecem, mesmo quando o tempo e o espaço dizem que não deveriam mais se tocar.


Isso nos obriga a pensar: e nós?

Será que também não vivemos entrelaçados com tudo aquilo que já tocamos, amamos, criamos ou sonhamos?


E se o entrelaçamento for mais do que físico — for existencial?


E se estivermos conectados com ideias, afetos e intuições que sequer percebemos conscientemente?


Talvez a arte, a criação, a sensibilidade sejam isso: um modo de acessar o invisível com os olhos do espírito.

De perceber o que vibra entre as coisas e não apenas nas coisas.


A música que nos atravessa, antes mesmo de ser composta.

O poema que se escreve por nossas mãos, mas não nasceu de nós.

O encontro que parecia acaso, mas já nos reconhecia antes do primeiro olhar.


O ser humano é um campo. Um nó de forças. Um feixe de energia entrelaçado com outras consciências.

Vivemos em campos sutis: magnéticos, emocionais, simbólicos.

Sentimos antes de saber.

Sabemos antes de compreender.

Compreendemos muito antes de conseguir dizer.


E quando dizemos, quando damos forma, quando criamos —estamos traduzindo o invisível.

Por isso, talvez, a física quântica não esteja tão distante da filosofia, da poesia ou da espiritualidade.

Talvez ela seja mais um espelho — um reflexo matemático do que os antigos já sabiam:

tudo está conectado.


A criação não é uma invenção, mas uma revelação.

O ser humano não é o criador de tudo, mas o canal por onde o tudo se expressa.


No princípio era o verbo.

Mas antes do verbo, talvez fosse apenas silêncio.

Ou vibração.

E agora, aqui, nesse exato instante, talvez você e eu ainda estejamos entrelaçados por esse mesmo fio invisível que atravessa o tempo,

o pensamento,

e a palavra.



Entrelaçamentos Invisíveis: mulher conectada ao universo por fios de luz e saberes flutuantes, em uma floresta de silêncio e contemplação, criada com recursos de IA.



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