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A Mulher que Sonha
Sempre me reduzi, consciente ou inconscientemente, para caber nas expectativas alheias. Para ser aprovada, para ser aceita, para ser amada. E, nesse processo, deixei de reconhecer a extensão da minha própria inteligência, sensibilidade e capacidade criativa. Encolhi-me. Tornei-me menor do que realmente sou. Os sonhos, percebi, nunca mentem. Eles se insurgem contra essa redução e me convidam a voltar a mim mesma. Sonho com meus pais, com a casa da minha infância, com gavetas e
23 de ago. de 20253 min de leitura


Escuta Sagrada
Ela caminhava há anos com o corpo ereto e os olhos atentos, como quem vive à beira de um desmoronamento. Carregava vozes nas costas — as...
18 de ago. de 20252 min de leitura


Fenda
Ela o olhou como se olhasse a si mesma pela primeira vez. Não havia nele beleza óbvia, nem qualquer traço que justificasse a súbita...
9 de ago. de 20251 min de leitura


O Prato da Vida
Durante muitos anos, ela sentava-se à mesma mesa, diante do mesmo prato. A carne de frango, sempre servida do mesmo jeito — macia,...
24 de jul. de 20252 min de leitura


O Ateliê do Tempo
Era madrugada, e ela se encontrou novamente naquela casa. Mas não era bem a casa — era o tempo dela. O tempo em que o mundo ainda era...
18 de jul. de 20252 min de leitura


Escada Interrompida
As ruas estavam vazias, embora ela soubesse que ali já haviam existido cafés, padarias, lugares doces. Ela os procurava como quem busca...
20 de mai. de 20252 min de leitura


Por que escrevo, mesmo sem me chamar escritora
Nunca me senti à vontade com o título de “escritora” . Ele parece grande demais, ou talvez formal demais, para algo que, em mim, é tão...
20 de mai. de 20251 min de leitura


O Que Acontece Quando a Gente Sonha
Não sei dizer o momento exato. Só sei que aconteceu à noite, enquanto eu dormia. Não foi sonho comum — desses que se desmancham no...
20 de mai. de 20251 min de leitura


Narciso e o Lago
Há muito tempo, contaram-nos que Narciso morreu por amar demais a si mesmo. Que foi vítima da vaidade, do orgulho, da ilusão. Mas talvez...
16 de mai. de 20251 min de leitura


O Beijo Entre Mundos
Na terra onde os véus do sonho se confundem com o real, havia um círculo de jovens mulheres que dançavam sob a luz dourada de um entardecer sem fim. Usavam vestidos que tremulavam ao vento como flores em festa, e riam com a leveza de quem carrega a alma livre. Dentre elas, havia uma que vestia rosa, um rosa suave e romântico, mas que escondia um segredo: uma renda negra que espreitava sutil por entre a fenda de sua veste — como quem diz: sou ternura, mas também fogo. Guiadas
11 de mai. de 20253 min de leitura
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